Coletivo Terra Vermelha participa do III Encontro da Juventude Terena

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Por Priscila Anzoategui

O Coletivo Terra Vermelha participou na manhã de ontem, do III Encontro da Juventude Terena, na retomada Esperança, que fica dento da terra indígena Taunay/Ipegue, entre as cidades de Aquidauana e Miranda.

Esse encontro teve o intuito de aproximar a luta pela terra dos Terenas com a sua juventude, concedendo a palavra aos caciques, bem como a juventude Terena, a fim de que a experiência dos primeiros, juntamente com as expectativas dos segundos se unam, formando assim a luta pela base.

Outras problemáticas foram apreciadas, como as regras de convivência dentro das aldeias, por exemplo, a questão do casamento entre Terena e não-índio, em que prevalece a tradição que se for um homem indígena que case com um mulher não-índia, essa pode viver dentro do território indígena, já o oposto não acontece.

Os membros do Coletivo Terra Vermelha tiveram a oportunidade de falar sobre suas ações desenvolvidas em Campo Grande, também relataram como surgiu o CTV, e qual é a pretensão dos ativistas, ou seja, puderam trocar experiências, tanto com a juventude Terena quanto com os  caciques.

Tiveram a oportunidade de viver o “tempo da aldeia”, onde diferente de nós ocidentais, que tem ansiedade em terminar logo as atividades, ou pensa que o melhor caminho é atravessar a fala do outro, ou mesmo a luta do próximo, com idéias mirabolantes fora de contexto, os Terena são pacientes e muito receptivos, uma cordialidade que serve de exemplo de estratégia de luta, uma vez que é dessa forma que se consegue aliados.

Cada Terena oferece o seu peixe e rio, convidando os parentes a conhecer sua aldeia, e a natureza é um presente divino a ser dividido, ficou estabelecido que a próxima HÁNAITI HO’ÚNEVO TERENOÊ GRANDE ASSEMBLEIA DO POVO TERENA, será entre os dias 19 e 23 de novembro, na aldeia La Lima.

Ficou firmado entre os participantes do CTV e da comunidade da retomada Esperança,  um compromisso de desenvolver oficinas que abordem o alcoolismo, as drogas e doenças sexualmente transmissíveis.

Ainda, as mulheres Terena também pediram o apoio do CTV para que seja oferecida oficinas de cerâmica e pintura, na perspectiva das mulheres conseguirem uma renda fixa, para ajudar no orçamento familiar.

Uma das prioridades da retomada Esperança é a construção da escola indígena, já que ali existem muitas crianças e adolescentes que não tem acesso à educação, os Terena temem que futuramente essa parcela da comunidade sirva de mão-de-obra para as usinas de álcool, e sabem de antemão que a educação é uma ferramenta importante para a sua sobrevivência.

A retomada Esperança abrange uma área de 12 mil hectares, com 65 famílias, sendo que é considerada desde então como uma retomada vitoriosa, pois já há decisão judicial favorável a posse dessa comunidade.

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