Mobilização Nacional Indígena- Campo Grande/MS

Pec 215

Além da marcha que irá acontecer nas principais ruas do centro de Campo Grande/MS, no dia 15 de abril, concentração às 16 horas na Praça Ary Coelho, teremos a apresentação do grupo de teatro Imaginário Maracangalha, com a peça Tekoha, que conta a história de Tupã-i, o sempre herói Marçal de Souza, posteriormente,  algumas lideranças indígenas da cidade e das retomadas irão se manifestar. No final do ato, vamos passar alguns vídeos produzidos pelos próprios indígenas, também estamos tentando viabilizar a transmissão de  imagens do Acampamento Terra Livre em Brasília, com depoimento de lideranças que estão lá !! Estaremos vendendo camisetas para o nosso autofinanciamento !!

Avante !!

Conheça um pouco dos filmes que estão previstos na programação:

CINEMA DE ÍNDIO – FEITO PELOS ÍNDIOS!

O CTV exibirá, dentre outras atividades, filmes realizados pelos próprios indígenas durante a manifestação em apoio ao Acampamento Terra Livre no dia 15 de abril, quarta-feira, a partir das 16h, na Praça Ary Coelho em Campo Grande, MS.

Coerente com a ideia de defender, incentivar e divulgar a produção cultural dos povos tradicionais, serão apresentadas várias obras audiovisuais autorais, isto é, filmes elaborados, produzidos, filmados e veiculados pelos próprios índios. São filmes de diferentes estilos, documentário, ficção, videoclipes, etc., que trazem a visão de mundo e a voz dos indígenas gravadas pelos próprios, oferecendo assim uma amostra do que poderá vir a se tornar, num futuro próximo, uma nova linguagem cinematográfica, diferente do cinema tradicional e do documentário antropológico realizado pelos “brancos”.

Eis as sinopses de alguns dos filmes:

  • Ore Reko… Nosso jeito – Aldeia Pirajuí, Paranhos, MS, 2012, documentário, 7 minutos.

Valentin Pires é professor Kaiowá, da aldeia Pirajuí, município de Paranhos/MS, fez parte do inicio do movimento educacional indígena e conta um pouco dessa trajetória, e como vê a situação educacional geral hoje.

Vídeo produzido pela ASCURI Brasil, com a articulação do Aty Guasu, em outubro de 2012. A Associação Cultural dos Realizadores Indígenas- ASCURI é um dos principais núcleos de produção audiovisual autoral indígena do Centro-Oeste. Trata-se de um grupo de jovens realizadores/ produtores culturais indígenas que buscam, por meio das Novas Tecnologias de Comunicação, desenvolver estratégias de resistência para os Povos Indígenas de MS. Alguns de seus membros são: Gilmar Galache (Terena), Eliel Benites (Kaiowá), Fabio Concianza (Kaiowá), Ademilson “Kiki” Concianza (Kaiowá), Abrísio Silva (Kaiowá), dentre outros.

  • Liderança de Puelito Kue – Iguatemi, MS, 2012, documentário, 6 minutos.

Depoimento onde Apikaa Rendy, liderança de Puelito Kue, conta a real situação da retomada que, no final de 2012, sofreu uma ameaça de despejo que causou comoção e indignação em toda sociedade brasileira e teve repercussão internacional, após a publicação de uma carta pelos indígenas ao governo que foi interpretada como o anúncio de um suicídio coletivo. O CTV foi uma organização que surgiu como consequência desse episódio. O Filme foi realizado com a orientação do Aty Guasu e apoio audiovisual da ASCURI – Associação Cultural dos Realizadores Indígenas.

  • Intercâmbio GATI- CooperaflorestaBarra do Turvo, SP, 2013, documentário, 13 minutos

Vídeo documenta o intercâmbio promovido em maio de 2013, pelo Projeto GATI, que levou indígenas Guarani Kaiowá e Terena de MS para conhecer a experiência da Cooperafloresta (Barra do Turvo/SP) em Sistemas Agroflorestais.

Os intercâmbios do Projeto GATI visam fortalecer as redes de experiências indígenas de gestão ambiental e territorial, nas áreas de Sistemas Agroflorestais, Agroecologia, Recuperação ambiental e Centros de Formação Indígena. O Projeto GATI (Gestão Ambiental e Territorial Indígena) é uma parceria do movimento indígena brasileiro, Fundação Nacional do Índio (Funai), Ministério do Meio Ambiente (MMA), The Nature Conservancy (TNC), Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF- Global Environment Facility) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Produção audiovisual: ASCURI – Associação Cultural de Realizadores Indígenas

  • Força e luta de Pindo Roky – Aldeia Pindo Roky, Caarapó, MS, 2013, documentário, 6 minutos.

Vídeo produzido pela ASCURI, mostra a situação da retomada da aldeia Pindo Roky. Após o assassinato do jovem de 15 anos, a comunidade de Teykue, situada no município de Caarapó, MS, retoma a área original, e luta por justiça. O Filme foi realizado com a orientação do Aty Guassu e apoio audiovisual da ASCURI – Associação Cultural dos Realizadores Indígenas.

  • Fogão Geoagroecológico Kaiowá-Guarani – Aldeia Panambizinho, Dourados, MS, 2012, vídeo-aula, 14 minutos.

Vídeo mostra as oficinas de construção de fogões geoagroecológicos realizadas na Aldeia Panambizinho, da etnia Kaiowá Guarani, no município de Dourados (MS). As oficinas são parte das ações do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) no Programa Conjunto de Segurança Alimentar e Nutricional de Mulheres e Crianças Indígenas no Brasil (PCSAN), que busca melhorar a qualidade de vida das populações indígenas, a partir de ações estruturantes relacionadas à segurança alimentar e à segurança energética.

O fogão geoagroecológico é uma tecnologia social cuja intenção é substituir os fogões convencionais, pouco eficientes energeticamente e prejudiciais à saúde das mulheres e crianças que inalam diariamente uma grande quantidade de fumaça. Dentre seus maiores benefícios está a drástica diminuição da quantidade de lenha utilizada para o cozimento, recurso extremamente escasso na maioria das aldeias de MS. A nova tecnologia, adaptada à realidade local, além de eliminar a dependência e os gastos com a compra do botijão de gás e seu reabastecimento, reduz a emissão de gases de efeito estufa que provocam o aquecimento global.

Produção: PCSAN; PNUD; FAO; OIT; OPAS; UNICEF; MDG-F, Governo Brasileiro. Realização: ASCURI – Associação Cultural dos Realizadores Indígenas / PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

Imagens: Gilmar Galache / Abrísio Silva Pedro; Edição Gilmar Galache; Tradução: Fábio Concianza; Música: Cícero “Laia Laia”, Roberta Sá, Quinteto Armorial.

  • Ipuné Kopenoti Terenoe, Cerâmica Terena – Aldeia Cachoeirinha, Miranda, MS, 2010, documentário / vídeo-aula, 23 minutos.

Vídeo produzido por alunos da oficina de audiovisual do Vídeo Índio Brasil, em 2010. Sebastiana Polidoro (Terena) conta e mostra como é a produção da tradicional cerâmica Terena, em Cachoeirinha, Miranda, MS.

Edição: Sidivaldo Julio (Terena), Eliane Juca da Silva (Kaiowá); Produção: Eliane Juca da Silva (Kaiowá); Camera: Rangucinho Engyhgua (Kalapalo); Audio: Marlinho Vilhalva (Kaiowá); Iluminação: Eliane Juca da Silva (Kaiowá); Tradução: Eliseu Lili (Terena); Oficina de Produção Audiovisual: Gilmar Galache (Terena); Ivan Molina (Kechua); Kivino Tserewahu (Xavante); Paulinho Kadojeba (Bororo); Devanildo Ramires (Kaiowá).

  • Jepea`yta – A lenha principal – 2012, ficção / documentário, 25 minutos.

“Jepea`yta – A lenha principal” traz à tona a discussão sobre as experiências de aprendizagem e apropriação das novas tecnologias pelos realizadores indígenas, as frustrações dos projetos sem uma continuidade garantida e os mecanismos de resistência das comunidades atingidas. Realizado com o apoio do Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD), tem como pano de fundo a inclusão digital e o papel dos representantes indígenas no universo da comunicação. Faz uma avaliação crítica da inconstância e da pouca transparência dos projetos governamentais que divulgam a cultura audiovisual entre os indígenas.

Direção de Gilmar Galache (Terena) e Nataly Foscaches (não indígena); Produção: Buena Onda Marginal Clube; Tradução: Eliel Benites; Realização ASCURI – Associação Cultural dos Realizadores Indígenas / PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento; Apoio: NEPPI/UCDB, Ponto de Cultura Teko Arandu, FIDA – Fórum de Discussão sobre Inclusão Digital nas Aldeias.

  • Bro Mc’s – Eju Orendive – Reserva Jaguapiru, Dourados, MS, videoclipe, 4 minutos.

Clipe oficial da música “Eju Orendive”, do grupo Brô Mc’s. Produzido pela central de áudio/visual da Cufa MS, em Dourados. O grupo, que é pioneiro no Brasil em Rap Indígena, com letras que mesclam o português e o guarani, é composto por Bruno “New”, Charles, Clemerson e Kelvin.

  • Kohixoti Kipaé dança da ema – Campo Grande, MS, 2009, ficção, 8 minutos.

Curta do Projeto Oficinas Tela Brasil na cidade de Campo Grande-MS. Sobre a temática indígena, e da violação de sua cultura. Com dificuldade, um adulto Terena passa conhecimento de sua cultura para a criança. E é reproduzido a dança da Ema, ritual de alegria.

Realizadores: Aline Peixoto, Arielle Gudi Martinez, Dalila Oliveira, Giselle da Cruz, Jaqueline Batista, Márcia Nassar, Natália Martins, Paulo Ângelo de Souza, Sidney de Albuquerque; Roteiro, Direção e Edição coletivas; Argumento: Sidney de Albuquerque; Fotografia: Aline Peixoto, Natália Martins; Arte: Arielle Gudi Martinez, Dalila Oliveira; Som: Giselle da Cruz, Jaqueline Batista, Paulo Ângelo de Souza; Produção: Márcia Nassar, Paulo Ângelo de Souza, Sidney de Albuquerque; Elenco: Eliseu Lili, Denilson Henrique Mota; Dança e trilha sonora: Grupo Tê; Tradução: Adierson Venâncio Mota, Eliseu Lili; Coordenação Oficinas TelaBrasil: Lais Bodanzky, Luiz Bolognesi; Realização: Buriti Filmes; Associação Tela Brasil.

  • Jaguapiré na luta – Aldeia Jaguapiré, Tacuru, MS, 2010, ficção documentada, 10 minutos.

Imagens seminais mostram a tentativa de realização de “Jaguapiré, o Filme”, através de vários depoimentos intercalados com partes encenadas pelos indígenas da aldeia Jaguapiré. Eles narram o roteiro do filme que pretendiam fazer. Algumas vezes estes depoimentos são sobrepostos aos trechos do filme que conseguiram gravar; outras vezes os personagens / autores / atores narram para a câmera ou para si mesmos o roteiro da ficção que tentaram gravar que era baseado nos fatos reais de como se deu sua expulsão da terra tradicional, a reação a essa expulsão, a estratégia para retomar a terra, e a atual luta para manter a retomada. A narração é entrecortada por sons, cantos, danças, rezas e imagens que se mesclam, e que remetem, ao mesmo tempo, à cultura Guarani tradicional, e à realidade atual que tende a descaracterizá-la. O roteiro do filme que foi parcialmente gravado contaria a história de como os indígenas foram, no passado, despejados em um caminhão por um fazendeiro truculento; como sua aldeia foi queimada enquanto um ancião, pai de um dos indígenas, estava pescando; como o ancião, ao retornar da pescaria, ficou sabendo do ocorrido por sua filha (que no documentário é uma das lideranças femininas) que havia fugido para o mato na hora do despejo; como foi a reação do ancião, que decide encontrar os parentes despejados e trazê-los de volta para a aldeia.

Realizadores: Adair Nunes, Ademir Romeiro, Alexsom Martins, Alfredo Garay, Altair Nunes, Angelica Garay, Assunção Garay, Claudio Romero, Delmira Velario Borvão, Denize Araujo, Dionizio Garay Mendes, Jaquelina Martins Garay, Jaquelino Fernandes, João Sanches, Luis Velario Borvão, Marineti Velario Borvão, Marinethi Lederma, Oneide Velario Borvão, Orismaeo Freitas, Ramona Ximenes, Ricardo Ximenes, Roberto Quinhona, Rosimara Benites, Sabino Ximenes, Sergio Canteiro, Terezinha Barbosa e Viviane Davalo. Coordenadores da oficina do Ava Marandu: Joel Pizzini, Mauricio Copetti, Cristiano Maggi e Nando Mendes. Realização: Pontão de Cultura Guaicuru.

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