Nova retomada em Kurusu Ambá – o velho oeste é aqui – parte II

kurussu amba

Fonte: Cimi (Conselho Indigenista Missionário)

http://cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&conteudo_id=8182&action=read

Fazendeiros atacaram a tiros na manhã e tarde desta quarta-feira, 24, a comunidade Guarani e Kaiowá do tekoha Kurusu Ambá, que está acampada desde a madrugada desta segunda-feira, 22, em retomada de área tradicional. Nesta parte da terra indígena está instalada a fazenda Madama. Ainda não é possível afirmar se houve mortos e feridos, mas em contato telefônico com os indígenas foi possível ouvir tiros ao fundo.

O ataque ocorreu porque a Polícia Federal não cumpriu o acordo intermediado pelo Ministério Público Federal (MPF), nesta segunda, e na manhã de hoje, 24, simplesmente não acompanhou os fazendeiros que para a Madama se dirigiram com o intuito de seguir com a retirada de pertences. Com isso, o proprietário da fazenda sentiu-se livre e impune para incitar os demais que o acompanhavam a juntos expulsarem os indígenas do local.

Um agrupamento do Departamento de Operações de Fronteira, força policial do estado do Mato Grosso do Sul, presente no local elevada pelos fazendeiros, se retirou alegando que o conflito não era de sua atribuição, conforme informações passadas pelos indígenas, só restando uns poucos policiais civis que não tinham como dar conta da turba de fazendeiros.

A informação repassada por indígenas no local do ataque é de que a comunidade acampada se dispersou pelos arredores. A preocupação maior é com as crianças e feridos, pois conforme os indígenas contatados existe a possibilidade inicial de dois Guarani e Kaiowá atingidos pelos tiros e uma criança perdida. Esses dados aguardam por posterior confirmação.

ATY GUASU

Segundo nota pública da ATY GUASU (Grande Assembleia Guarani-Kaiowá) veiculada em sua página no facebook, “(…) uma das decisões recentes dos povos indígenas é recomeçar a reocupação e retomar posse de todas as terras reivindicadas no TAC/FUNAI/MPF e povos Guarani e Kaiowa em 2008. Em 2015, governo não se manifestou mais para regularização das terras indígenas, etc. Nas situações em que os jornalistas imparciais, responsáveis e democráticas da mídia nacional e internacional precisam atualizar a todas as sociedades. Neste sentindo amplo pedimos a presença e trabalhos de todos os jornalistas sérios no Sul de Mato Grosso do Sul. Não deve aparece na mídia somente as versões e os pontos de vistas dos fazendeiros e políticos anti-indígena, isto é injustiça promovida contra os povos indígenas Guarani e Kaiowa pela mídia local “.

Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados Federais

Fonte: Campo Grande News

http://www.campograndenews.com.br/cidades/camara-dos-deputados-investiga-ataque-a-area-indigena-em-mato-grosso-do-sul

O presidente da CDH (Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados), deputado Paulo Pimenta (PT-RS), embarcou nesta quarta-feira (24) para o Mato Grosso do Sul, e deve desembarcar ainda hoje em Campo Grande, para acompanhar a situação dos indígenas Guarani-Kaiowá “que estão sendo expulsos de suas terras tradicionais a tiros por fazendeiros locais“.

Conforme informações divulgadas pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), “existe a possibilidade inicial de dois indígenas terem sido atingidos pelos tiros e uma criança perdida”.

Em maio, a comissão realizou diligência nas áreas indígenas do Mato Grosso do Sul, considerada a região mais conflituosa. Nos últimos 11 anos, mais da metade de assassinatos de indígenas no Brasil ocorreram nesse estado.

Com informações da Agência Câmara.

Pra entender melhor o histórico de Kurusu Ambá: http://www.anovademocracia.com.br/no-140/5638-kurussu-amba-o-velho-oeste-e-aqui

Matéria da TV Morena: http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/bom-dia-ms/videos/t/edicoes/v/indigenas-e-fazendeiros-entram-em-conflito-em-coronel-sapucaia-ms/4277193/

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